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| Maior acesso das MPEs às linhas de crédito é a tônica do seminário O Futuro das Pequenas e Médias
| O presidente do BNDES, Guido Mantega, defendeu hoje (28/03), durante palestra no Seminário "O Futuro das Pequenas e Médias Empresas no Brasil", a adoção de políticas públicas diferenciadas para micro, pequenas e médias empresas, principalmente na questão de crédito. "A Alemanha tem um banco de fomento somente para este setor, nos EUA as taxas são diferenciadas. Aqui o crédito ainda é escasso e raro, quase proibitivo. Não podemos ser diferentes".
Mantega afirmou que dos R$ 40 bilhões em recursos liberados para investimentos, 32% foram para pequenas e médias empresas.
O diretor superintendente do Sebrae-SP, José Luiz Ricca, que participou do painel Financiamento para MPEs, concorda com o presidente do BNDES. "É uma postura mundial que precisamos dar tratamento diferenciado para os diferentes. O grande problema é que o modelo atual de financiamento baseia-se nas necessidades e realidade das grandes corporações. Precisamos mudar esta cultura."
Ricca acredita que não há escassez de recursos financeiros, o problema é o acesso às linhas de crédito. "Os excessos de garantias exigidas cria gargalos que resultam num volume de crédito de apenas 27% do PIB, enquanto que em outros países com o mesmo grau de desenvolvimento chega a 60%."
Emerson Kapas, presidente executivo do Instituto Brasileiro da Ética Concorrencial (Etco), chamou a atenção para outro aspecto: o da competição selvagem. Afirmou que se o cenário permanecer o mesmo "abre-se espaço para a desobediência civil velada da iniciativa privada. E para a ilegalidade e informalidade, um mal maior, com perda de valores e da ética."
Alertou ainda para o perigo do que chamou de "síndrome de Peter Pan", em que os pequenos empresários optantes do Simples são forçados a não crescer, "pois vão cair no sistema normal de tributação e não vão agüentar."
Assessoria de Imprensa do Sebrae-SP Eliane Santos |
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